vaga o lume

Brilha

apaga

brilha

apaga

brilha

apaga

seguia seu rumo nos ares

piruetando por entre as folhas das árvores


Brilha

apaga

constância não fazia parte de seu vocabulário

não é que não tentasse

apenas não tinha controle sobre a lâmpada acoplada


Brilha

apaga

já ouvira que deveria lutar

'veja a lua, a força de seu brilho!

Por que nela não se inspirar?'


Brilha

apaga

os flashes lhe cansavam

cada apagão lhe desgastava

era culpa sua sempre piscar (?)


Brilha

apaga

voava ali, só e sem rumo

escuridão de pano de fundo

torcia para nenhum predador ver sua luz

torcia para nenhum dos seus ignorar seu brilho


Brilha

apaga

brilha

apaga

até que não brilhou mais.


...


Poema inspirado em uma conversa da autora com seu melhor amigo em um dia triste.
Ela está bem agora.

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