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Mostrando postagens de maio, 2021

Incerteza

 Querido amor escrevo-te sem sequer saber quem és não por anseio ou saudade por dentro de mim ter mais poesia que meu peito pode suportar Tenho palavras presas na garanta versos escorrem-me do olhar Deus meu, acuda-me sabia ou não sabia o sabiá assobiar? A dúvida é tanta, tanta que é esse tambor dentro de mim? tem, por acaso, neurônios a pensar? tem, por acaso, ambição para sonhar? tem, por acaso, sensibilidade para chorar? E eu? Talvez um dia encontre meu lugar isso, é claro, se sequer haja algum espaço para mim se há, seria um ou mais? nessa terra ou nos confins do espaço? amanhã ou há um milhão de anos? Mundo mundo vasto mundo tão vasto que não cabe em mim tão vasto que precisa haver espaço meu Haveria, no entanto, um lugar reservado na grande história? Quem contaria a minha? Não sei se há máquina que já não tenha sido inventada poema que não tenha sido escrito pintura que não tenha sido desenhada emoção que não tenha sido sentida e traduzida sequer sei se isso importa Mais vale...