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Mostrando postagens de maio, 2022

Apatia de novembro

Cada batida no meu peito exige esforço Cada inspiração, força de vontade que não tenho A apatia invadiu meu ser mais uma vez Terei algum dia sossego? Sei que é apenas uma onda mas até o menor dos movimentos me cansa Sei que isso também passará até lá, a existência me fatiga Não me sinto bem em nada A boa filha aluna aplicada amiga dedicada moça cheia de luz saiu de férias não sei onde está tampouco quando voltará Onde foi parar minha confiança? Ainda ontem, cá estava Em seu lugar, sobrou a garotinha insegura é uma retrospectiva dolorosa Detesto a solidão mas não tenho forças para a companhia Sinto-me boiar - não sei se quem está morto é meu corpo ou o mar - as ondas me levam a lugares estranhos e cansei de nadar Isso também passará sim, eu sei vou me permitir um pouco de dor quem sabe ela me faça sorrir depois