Meu narizinho empinado
Às vezes me acho um tanto quanto petulante. Nesses último dias, escrevendo textos de amor, sobre amor próprio, questionando e até duvidando - veja se pode uma coisa dessas - de autores consagrados como Camões e Guimarães Rosa. Uma menina de 17 anos nas costas se comparando a Drummond! Fiquei me perguntando quem eu pensava que era. Acaso me julgava ser tão boa quanto ou, ainda, melhor que eles? Achava que seria o próximo nome a ser estudado nas aulas de literatura? E o que eu penso que sei sobre amor? As respostas para cada uma dessas perguntas convergem a um único fato sobre mim: sou um pouco petulante, sim. Por mais que eu tente me manter abaixo do nível de orgulho, reduza minhas considerações sobre as coisas que faço, a verdade é que uma parte de mim é tão orgulhosa que eu simplesmente não consigo olhar para mim e pensar: "é, até que é boazinha". Mais que isso, não posso pensar assim sobre mim, sobre minhas capacidades, minhas criações. Quando era mais nova...